João, Julião, Sebastião…!

13 João Julião Sebastião

— Sim, senhora; João é meu irmão, Julião é meu primo e Sebastião é meu amigo. Eu sei que todos eles são “meus” alguma coisa, mas eu não tive nada a ver com a arte deles não! (diz Pedrinho, o menorzinho dos meninos e, de longe! o mais traquina e tagarela!)

Eu sabia, sim, o que eles iam fazer e eu até fui junto com eles, mas não fui eu quem puxou o prato. Bem… eu pus a minha mão, mas foi bem de levezinho, assim! A mão deles é muito maior do que a minha! Eles é que derrubaram a torta!

É, eu também saí correndo, mas foi por medo da senhora e não porque eu derrubei tudo no chão… Bom, na verdade, nem fui eu quem derrubou; eu só estava lá quando eles fizeram isso. Aí eu peguei uns bocadinhos da cobertura e uma mãozinha de bolo; mas a minha mão é pequenininha, olha!

Pra ser bem sincero, eu acho que a senhora devia mesmo era dar um castigo bem grande pro Petrúquio. Não fosse eu tirar um pouquinho dele, pra mim, e ele teria comido tudo sozinho! Imagina!

Está certo que o Petrúquio é “meu”, também; mas, que culpa tenho eu se ele apronta das suas? E depois, eu nem gosto muito dele. A senhora acredita que um dia desses o danadinho até pegou uma pera daquelas que a senhora disse que não era pra gente mexer porque a senhora ia fazer um prato especial pro tio Fortunato? Êta Petrúquio! Cachorrinho mesmo sem educação, viu!

Tia Bia, por que a senhora não esquece tudo o que aconteceu e a gente começa tudo de novo, hã? Eu ajudo a senhora e rapidinho a gente faz uma outra torta, só que agora a gente podia fazer uma torta de limão; essa é a minha preferida! Que tal, hein?!

E dessa vez, eu vou ficar vigiando assim, ó! E eu prometo pra senhora que eu não vou deixar ninguém nem chegar perto do prato.

E eu até posso…

— Ou, ou, ou! (interrompe tia Rita já apavorada!) Espera um pouquinho aí! E quanto a você João, Julião e Sebastião; vocês também comeram da torta espatifada no chão, ou não?

— Sabe, tia Rita, (se adianta Pedrinho mais uma vez) eu acho que melhor mesmo seria a gente esquecer completamente esse desastre. Desse jeito: “O que passou, passou!” como o tio Celso costuma dizer: “Vida nova!” Nada de…

— Espera aí, Pedrinho… (interrompe tia Rita) Eu acho que você tem toda a razão. Então, pra selarmos o problema e esquecer mesmo de vez que você mexeu onde não devia, derrubou minha torta, mentiu pra mim, pôs a culpa em seus coleguinhas, etc. e etc., que tal você ficar de castigo – fora da minha cozinha por hoje, amanhã e depois; hã?

Assim, quem sabe, eu vou ter a tranquilidade de que preciso para fazer uma outra torta  de maçã – igualzinha àquela que você comeu tudo sozinho; certo?

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