Alguém… Muito Especial!

4 Alguém Muito Especial

Vivian viera do interior para a capital, com seus pais, no início de sua adolescência e se formara em música – piano e clarineta. Não era o que se podia dizer “uma virtuosa!” mas tocava bem e era constantemente requisitada para tocar em festas, eventos e tocava também na Orquestra Sinfônica Municipal – posição que conquistara após muito esforço! Um amigo, que trabalhava num estúdio de gravações, até já lhe aconselhara a gravar um CD só seu, de músicas clássicas, mas ela recusou a ideia alegando que era sonhar alto demais para ela e que também isso não fazia parte da sua personalidade.

Vivinha – como a chamavam, era pequena, morena de cabelos negros e lisos que lhe davam acima do ombro ‒ “vassourinha”, como ela mesma dizia. Não era obesa, mas nunca usava calças compridas; em vez disso, preferia usar vestidos soltinhos que era para esconder as “gordurinhas” – que só ela via! Num aspecto geral, não era nem bonita e nem feia; era um tipo que bem poderia entrar e sair sem ser notada em qualquer lugar ou ocasião. Até já ouvira alguns elogios quanto à sua forma e beleza; mas, a despeito disso, ela se achava uma adulta em corpo de menina, feia, cheinha e nada atraente. Por isso, sempre que podia ela se trancava em seu quarto para ler, estudar música, tirar uma soneca, ou, simplesmente para matar um tempinho.

Por muita insistência de sua mãe, dona Glorinha, ela até já namorara um ou outro rapaz; mas, como ela mesma dizia, eles eram tão desinteressantes quanto “ou, até mais!” do que ela própria. Sua mãe, sempre preocupada com o futuro da filha, em vão tentava, por todos os meios, levantar-lhe os ânimos e prepará-la para a vida. E, enquanto isso, os anos se passavam…

Toc, toc, toc! Vivinha! Oh, minha filha; você está aí? (bate a mãe à porta do quarto)

— Ai, mãe! Eu mais pra “mortinha” do que pra “vivinha”; o que a senhora quer?

— Abre logo, menina! Você sabe muito bem que eu não gosto de conversar com a porta; anda!

Após alguns instantes a porta se abre e dona Glorinha entra, com ares e pesares de mãe aflita e angustiada.

— Vivinha, você não pode ficar assim, parada; você tem que fazer alguma coisa…

— Fazer o que, mãe?

— Ah, não sei; inventa alguma coisa; como, dar aulas, por exemplo… É, por que você não anuncia no jornal se oferecendo pra dar aulas de música pra pessoas adultas, hã?! De repente… sei lá… bem pode acontecer de você conhecer alguém interessante ué…!

— Ai mãe, só a senhora mesmo! (interrompe Vivian fazendo a maior expressão de desânimo de que era capaz)

— Uai! E por que não; hã? Nunca se sabe…!

Após mais de meia hora de fortes argumentos e de grande insistência por parte de sua mãe, Vivian se dá por vencida e se dispõe a ir até a agência do jornal local para colocar o tão polemizado anúncio: “Aulas de música para adultos…” Ligaram e também compareceram muitos interessados; a maioria eram mães de crianças, adolescentes e até algumas moças; mas, dona Glorinha mesma ia se encarregando de fazer a triagem e de dizer que não havia mais vagas… Estava claro que dona Glorinha pretendia escolher, “com muito critério!” o tal aluno.

Após várias semanas anunciando, alguém bate à porta. Era um jovem de uns trinta e cinco anos, branco, cabelos pretos, cheinhos – cobrindo as orelhas, porte elegante, com um sotaque notadamente espanhol e muito bem vestido! “É um executivo… com certeza!” pensa dona Glorinha que corre a chamar a filha em seu quarto.

— Olá! Vivian… é você?

— Sim. (diz ela num tom de quase interrogação)

— Meu nome é Lopes; Raul Lopes! (diz ele bastante animado) Eu vi o seu anúncio no jornal e como eu estou precisando de uma professora de música pra minha filha de cinco anos, eu…

— Me desculpe, seu Lopes (interrompe Vivian), mas, eu não dou aulas pra crianças. O que o senhor está precisando é de uma professora pra inicialização musical infantil. O que eu faço é dar aulas pra adultos e isso é totalmente diferente!

Mas Lopes, que era um tipo vivo, animado e até um tanto “entusiasmado!” não estava nem um pouco pensando em desistir de sua intenção de contratá-la.

— Vivian, eu agradeceria se me chamasse apenas de Lopes; sem o “senhor”, por favor. Sabe, quando eu resolvi procurar uma professora pra minha filha, há alguns dias atrás, eu tomei todo o cuidado em buscar informações detalhadas sobre cada uma das possíveis professoras-candidatas; e… (Lopes fica um pouco embaraçado, sem saber exatamente que palavra utilizar) Bem… o que eu quero dizer é que, as informações que obtive sobre você foram… hã… Será que eu poderia entrar para conversarmos melhor a respeito? (pergunta Lopes)

Naturalmente embevecida pelas considerações, e, principalmente por ter ficado sem qualquer alternativa, Vivian o convida para entrar, ainda que sem muito ânimo. Ela tenta lhe explicar melhor o que já tinha dito sobre inicialização musical infantil, que era um trabalho muito lento, quase sempre nada produtivo e que isso poderia levar até mesmo alguns anos…!

— Vivian, (interrompe ele, animado e vibrante como sempre) eu não vou desistir de você. Eu sei que você é uma profissional muito especial e bastante ocupada, que o teu custo com certeza será também condizentemente alto, mas, eu preciso de você. Só me diga o valor dos teus honorários, que piano eu devo comprar e quando você poderá iniciar as aulas; por favor.

—”Especial… especial…” (pensa Vivian consigo mesma) ” Ele não deve estar falando de mim. Deve ser algum engano. No mínimo ele deve ter errado o endereço… é, deve ser isso!”

Vivian ficara como que fora de si; ou, melhor, sentia-se como que sendo tomada por alguma outra pessoa. Não fosse pela firme determinação do rapaz e ela teria recusado o trabalho. Mas, a contragosto e mais uma vez sem alternativa, ela combina os detalhes e marca o dia para ir conhecer a menina.

Enfim, o dia! Era um sábado de verão e faltava poucos minutos para as três da tarde. O sol estava bem quente e não havia vento algum. As folhas das árvores estavam absolutamente paradas e a sensação era sufocante! A casa de Lopes era assobradada e ficava num bairro chique da cidade. Tinha uma frente bem ampla, com um belo e bem cuidado jardim, com grama e com algumas árvores de médio porte aqui e ali. Após tocar a campainha, pelo interfone ela recebe a permissão para entrar. Na porta principal ela é recebida por uma senhora com forte sotaque nordestino, de uns cinqüenta anos de idade, com uniforme de doméstica e que dá a Vivian a impressão de que talvez seja esta a empregada principal, ou, uma espécie de governanta. A mulher, fria mas muito educada, lhe oferece alguma coisa para beber e também para que se assente num lindo sofá em uma pequena saleta de espera; e, em seguida, a mulher se vai sem maiores explicações. Estava já começando a se impacientar com o calor e também com a demora no atendimento quando chega uma menina em uma cadeira de rodas, toda feliz, sorridente, bem à vontade e lhe diz:

¡Hola! ¡Buenas tardes, maestra Vivian! Yo soy Lolita.

Vivian se assusta e por alguns instantes fica aturdida, sem saber o que fazer ou o que responder; ela apenas se levanta, esboça um meio sorriso e um gesto corporal sem qualquer significado. A visão de uma garotinha tão pequena e já impossibilitada de andar, correr, pular… a perturba muito. Lolita tinha a pele bem branca, cabelos castanhos, curtos e ondulados, tinha todo o corpo normal mas, suas pernas, eram como que atrofiadas. Tinha um rostinho redondo e lindo e tinha um sorriso de felicidade e espontaneidade que era simplesmente contagiante!

Em seguida chega Lopes, todo atrapalhado e procurando um lugar para colocar a escova com a qual estivera penteando os cabelos de Lolita.

— Oi, Vivian! Desculpe os cumprimentos da menina, em Espanhol. Eu deveria ter dito a ela pra te cumprimentar apenas com um “oi!” ou algo assim. Mas, não se preocupe; ela fala Português ‒ com algo do sotaque nordestino, é claro! (disse sorrindo)

Lopes, com um polido gesto de mão, a conduz até a sala de visitas. Era uma sala ampla, em “L”, lindamente decorada e o piano, num canto da sala, era nada menos que um quarto-de-cauda Steinway & Sons, negro, novinho em folha e cuidadosamente polido; um espetáculo!

Lolita estava barulhenta, feliz e tão entusiasmada com o seu piano e com a nova professora que mal permitia qualquer conversa que não fosse com ela própria. Tudo o que Vivian conseguiu dizer a Lopes foi que nessa fase inicial a aluna iria exigir todo o tempo da professora, durante toda a aula, e que a professora teria que acompanhar a aluna no que seria a sua “tarefa de casa”. Lopes, que estava visivelmente satisfeito e concordando com tudo o que Vivian dissesse, ficou por ali mais alguns instantes, apreciando o movimento e em seguida se foi.

De volta, em casa, Vivian encontra a mãe, no portão, que mal podia esperar para saber de como fora a aula, a menina, a casa, as pessoas…

— Calma, mãe; foi só uma aula inaugural e de reconhecimento; só isso!

— E ele… você o viu?

— Espera um pouco, mãe; o cara é casado, tem uma linda filha, é muito rico e não precisa de mim senão como professora; não vejo o porquê de a senhora estar assim tão animada!

Vivian, de muito mau humor ‒ mas sem saber exatamente o porquê, vai para o seu quarto e fecha a porta atrás de si. A mãe, desanimada pela resposta e bastante triste pelo comportamento da filha, se deixa desabar no sofá da sala e ali fica. Vivian, após pensar melhor sobre sua má atitude, procura a mãe, pede perdão e, ainda um pouco sem jeito, ela começa a contar como foram as suas primeiras impressões da aula inicial.

— A empregada, ou governanta (diz Vivian), apesar de me tratar com muita educação, parece que não foi lá muito simpática comigo… Transpareceu um clima de incômodo, rivalidade, ciúmes ou algo do tipo; mas, talvez seja só bobagem minha. Tudo na casa é muito lindo e chique! O piano, “quê que é isso!” é um Steinway & Sons, um quarto-de-cauda, que é simplesmente um sonho!  Quanto ao custo das aulas, eu disse a ele que ao final do primeiro mês, se ele ainda estiver me aprovando como professora, aí a gente estipula um preço. Ele parece um tipo simpático e sempre em clima de festa… Nunca vi tanto dinamismo e animação!

— E a esposa dele; como é? (pergunta dona Glorinha um tanto receosa)

— Não sei. Ela simplesmente não deu os ares da graça. Ou estava muito ocupada, com a casa, ou então estava fora.

— E a menina; como é ela?

— Ah, a menina… coitada! Foi muito triste ver que ela tem as pernas atrofiadas e que vive numa cadeira de rodas. A cadeira dela é dessas que têm baterias e um motor que não faz barulho. Ela me recebeu toda feliz e empolgada, falando em Espanhol, e eu fiquei tão atrapalhada e sem jeito que nem soube o que responder! Ela é muito viva, feliz e barulhenta. (Vivian sorri) Ela é linda! Bem, nessa idade, toda criança é linda, não é? Eu gostei dela… acho que vamos nos dar bem.

De fato, Vivian acabara gostando das aulas e conforme o tempo passava ela e a menina iam se tornando mais e mais amigas. As duas conversavam, brincavam, riam muito, mas Vivian tomava sempre o cuidado de não fugir muito do assunto “música”. Afinal, era para isso que ela estava lá e estava sendo muito bem paga! Quando ela apresentou o seu custo, ao final do primeiro mês, Lopes disse que não achava justo o valor e que não podia concordar; era muito pouco; disse que ela era “uma professora especial” e simplesmente não poderia lhe pagar só isso; lhe pagou o dobro do que pediu! Vivian, pela primeira vez em toda a sua vida, se sentiu de fato alguém, especial, valorizada, importante…!

Lopes havia lhe dito que ela poderia comprar livros e revistas sobre música, para Lolita, que depois ele lhe reembolsaria os gastos. Por isso, sempre que possível ele dava uma passadinha em casa para saber como iam as coisas, para lhe pagar e também para lhe reembolsar algum dinheiro. Lopes era muito ocupado em seu trabalho. Ele, às vezes, lhe parecia muito tenso e cansado. Ela acabou sabendo que ele tinha uma agência de comércio exterior, importação e exportação, e que viajava muito; dentro e fora do país; mas, por ser muito discreta, ela não sabia de mais nada, além disso. Ela às vezes se preocupava também com Lolita, que lhe parecia sempre muito só e carente de atenção; mas, ela tinha que ter muito cuidado para não avançar além dos seus limites; afinal, ela estava ali apenas para ensinar música.

Um dia, a aula já estava quase no fim quando Lopes aparece, como sempre, cansado e com pressa. Acerta as finanças com Vivian e já ia saindo quando ela, titubeante e sem saber ao certo o que fazer, lhe diz:

— Lopes, sábado que vem haverá um concerto da Orquestra Sinfônica… onde eu toco. Será no Teatro Municipal. Você não gostaria de assistir? Bastaria você me confirmar quantas pessoas estariam indo e eu faria as reservas; vocês são meus convidados! (disse, com um sorriso um tanto inseguro)

Lopes para, pensa um pouco e pergunta:

— A que horas será o concerto?

— Será às 19:30hs. (diz Vivian)

— OK. Pode reservar duas entradas; pra mim e pra Lolita. Será um prazer e uma grande honra!

— Lopes… Me desculpe se estou sendo inconveniente, mas, e a… (Vivian pensa um pouco e, por fim, desiste da pergunta) Não, nada não. Ótimo! Eu farei as reservas.

Lopes, que sabia muito bem ler nas entrelinhas, diz, com um sorriso desbotado:

— Não, Vivian; numa outra ocasião eu posso te falar sobre isso; mas… não agora.

— Não, não, claro que não! Me perdoe, por favor! Eu não devia… (tão embaraçada ficou que não sabia mais o que dizer, ou, o que fazer) Eu sou horrível! Me perdoe, por favor.

— Hum… Vamos resolver isso já. (disse Lopes)

— Lolita, que tal você tomar um sorvete… “bem demorado!” lá na cozinha, enquanto o papá tem uma conversinha com a maestra Vivian; hã?

A menina, animada com a idéia do sorvete, esquece tudo, todos, e se dirige para a cozinha cantarolando e dançando em sua cadeira de rodas.

— Vivian, vem comigo, por favor. (diz ele já se encaminhando para a porta de saída)

Vivian, sem dizer uma só palavra o acompanha como quem sobe ao cadafalso, pronta para a “execução”! Lopes se dirige para a garagem, que ficava sob a sala de estar da casa. A garagem era ampla e cabia quatro carros, mas só haviam dois: O de Lopes e um outro que, apesar de novo, dava a impressão de não estar sendo usado há um bom tempo. Gentil, como sempre, ele abre a porta do seu carro para ela e em seguida se senta ao volante, ficando algum tempo sem dizer coisa alguma.

— Vivian, às vezes eu venho aqui pra me esconder do movimento… Sendo bem sincero, eu acho que aqui é o meu “choratório”. Não que eu seja um tipo sentimental e choroso, o que eu acho que não sou; mas, tem horas na vida em que até mesmo um forte e resistente lenho verde se quebra, não é? (faz uma pausa) Lea era uma mulher muito simples, mas era maravilhosa e digna em todos os aspectos. Eu a amava muito. Ela era forte, saudável e de repente foi acometida por uma enfermidade… Quando fomos procurar pela medicina, já não havia mais o que fazer. Foi tudo muito rápido… e muito difícil! A princípio eu não sabia sequer como explicar isso pra Lolita…

— Oh, Lopes! Eu sinto muito! Você não precisa relembrar, se não quiser. Você não tem que me dizer nada. Eu… eu posso compreender; não precisa prosseguir.

— Não, Vivian; eu estou mesmo precisando de conversar… Eu gostaria que soubesse que tenho apreciado muito o teu trabalho com a Lolita. Eu não sei como te dizer isso, mas, talvez seja a tua discrição, ou, o teu empenho, profissionalismo… O fato é que tem sido muito bom pra minha filha e, num certo sentido, eu poderia dizer que tem sido muito bom pra mim também. Você tem sido “uma força e tanto!” pra nós. Vivian, eu sei que dizer isso, assim, é um tanto patético; mas, eu estou precisando de ajuda.

— Lopes, eu sinceramente não sei como eu poderia te ajudar; mas, dentro das minhas possibilidades, você pode contar comigo. Tenha certeza disso.

— Nem eu sei exatamente de que tipo de ajuda estou precisando. É um sentimento ruim, aqui dentro, que está me matando! (diz Lopes angustiado)

— Deixa eu tentar… Que tipo de sentimento seria esse, Lopes? Seria… de mágoa? De rancor? De saudades? Algum tipo de decepção? Tristeza por algo feito, ou, por algo não feito? Tente definir esse sentimento.

— Sabe, Vivian, eu a amava de verdade e era perfeitamente feliz ao lado dela. O problema é que eu pensava que fosse ter a vida toda pra demonstrar esse sentimento a ela… e… eu acabei não lhe dedicando nem o tempo e nem a atenção que deveria ter dedicado. E agora, só me ressentir disso não está me ajudando em nada! Eu tenho procurado me redimir do meu erro tentando ser um bom pai; mais dedicado, mais cuidadoso e mais atencioso com a Lolita…! (suspiro) Mas, você sabe, não é a mesma coisa! Eu sou uma espécie de devedor, convicto, e sem a menor chance de saldar a minha dívida!

— Lopes; eu tenho menos experiência de vida do que você; sou solteira, vivo com meus pais, não tenho irmãos e nunca perdi ninguém assim tão de perto; mas, eu acho que o teu sentimento é natural e perfeitamente compreensível. Só o que eu estou vendo de errado é o fato de você estar, ainda hoje, se martirizando por algo que já está no passado.

Você sabe; pessoas razoáveis não erram porque querem errar; erram porque isso é inerente ao ser humano; todos erramos. Todos! E, se me permite, eu gostaria de frisar que inclusive ela, por maravilhosa que tenha sido, com certeza também cometeu erros que não gostaria de tê-los cometido. E, nesse momento, nem ela, e nem você, pode desfazer ou minimizar quaisquer dos erros que já estejam no passado.

Lopes; a rigor, o que chamamos de “tempo” praticamente  não existe – sob nosso domínio e controle. O Futuro, ainda não chegou; o Passado, já fugiu de nossas mãos; e, o Presente, é apenas uma linha finíssima e imaginária que separa o que já foi, do que ainda não é; concorda?

Mas Deus, que é bondoso por excelência, criou para o homem uma “janela no tempo” à qual chamamos de Hoje. Diríamos, até, que o Hoje é um verdadeiro presente de Deus para nós!

Mas, uma vez que as nossas ações se mudam do Presente para a janela do Passado, não importa o quanto aflijamos o nosso corpo, ou a nossa consciência, nós nunca mais poderemos reparar um mal, ou um erro, que tenha ficado pra trás.

A boa notícia, no entanto, é que nós ainda estamos nesse dia, que se chama Hoje, e que fica no tempo Presente. Portanto, é no Hoje que temos que concentrar todas as nossas forças para fazer ou mesmo para reparar o que não tenha ficado tão bom!

— Uau! Que lindo! Você é uma filósofa, menina! (diz ele sinceramente admirado)

Vivian, que era modesta e às vezes “até por demais!” teve que se esforçar para manter a compostura e conter uma gostosa gargalhada! Nesse momento ela sente que, mesmo tendo falado tão poucas vezes com Lopes, a sensação era de que sempre o conhecera. Estava se sentindo tão à vontade com ele e agindo com uma espontaneidade tal que às vezes até se assustava! Após se recompor, ela diz:

— Não, Lopes; eu só estudei música.

— É… Eu te subestimei. (disse Lopes) Eu pensei que você fosse “apenas” alguém especial… (disse, por fim)

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